Mergulhar o rosto na água das fontes. Mergulhar os braços na água gelada e transparente das fontes, devagar, começando pela ponta dos dedos, até ficar debruçada sobre a pedra, e ir observando como a pele, dentro de água, vai ficando cinzenta e os gestos se demoram e arrefecem. Andar descalça na terra macia e áspera dos jardins. Ficar quieta nos subterrâneos e ouvir o som e o eco da água que corre. Ficar quieta dentro de edifícios nus, em pedra, quase sem luz. Estar onde a terra cheira intensamente a terra. Encher mãos e braços com terra molhada e cheirá-los.
Sábado fiz tudo isto.
Sábado fiz tudo isto.