Em consequência do contacto estabelecido no Sábado com as coisas que mais me interessam, os dias de trabalho, em gabinete fechado com paredes cinzentas e estores corridos por causa do calor mas sem luz, não estão a correr bem. Da comparação, inevitável, mais que desconforto, resulta nojo. Nojo inteiro, com tudo o que tem de náusea, luto e perda.
Um dia eu ia para a faculdade entregar uma trabalho, depois de uma directa a rever notas de rodapé e a imprimir, e, com aquela lucidez do cansaço, perguntei-me, ao cruzar-me com algumas árvores, que ligação tinha a minha tese com elas e com tudo o que verdadeiramente importa. Não tinha ligação nenhuma. Não tem.
As coisas que se inventaram para proteger os homens e para que estes pudessem, sem problemas, sentar-se à sombra das árvores, há muito perderam o rumo. Ninguém as vê como acessórias, ninguém se lembra que servem para servir. Tornaram-se fins em si. E tudo se ergue em torno desse desvio.
Que faço eu aqui?
Um dia eu ia para a faculdade entregar uma trabalho, depois de uma directa a rever notas de rodapé e a imprimir, e, com aquela lucidez do cansaço, perguntei-me, ao cruzar-me com algumas árvores, que ligação tinha a minha tese com elas e com tudo o que verdadeiramente importa. Não tinha ligação nenhuma. Não tem.
As coisas que se inventaram para proteger os homens e para que estes pudessem, sem problemas, sentar-se à sombra das árvores, há muito perderam o rumo. Ninguém as vê como acessórias, ninguém se lembra que servem para servir. Tornaram-se fins em si. E tudo se ergue em torno desse desvio.
Que faço eu aqui?