7.1.05

Monopoly Night Sky

Nos últimos quinze dias reacendeu-se o meu gosto pelos jogos de tabuleiro, de entre os quais já só se mantinha o de jogar Scrabble com outras pessoas (voltei, portanto, a jogar Scrabble também sozinha, e pergunto-me como pude desabituar-me de uma coisa tão prazenteira). Ao regresso aos jogos não foi indiferente a edição Night Sky do Monopólio, que descobri à venda na BDMania e com a qual, sem remorsos, me presenteei. Nesta edição especial, em vez das ruas, compram-se cometas, planetas, nebulosas, supernovas e galáxias. Em vez da Rua Augusta e do Rossio, estão à venda Andrómeda e Via Láctea. As propriedades mais enjeitadas são os cometas Halley e Hale-Bopp. Os dados são de plástico transparente e perdem-se facilmente, mas faz sentido: é um jogo nocturno, é suposto não se ver assim tão bem e tactear em busca dos dados confere realismo à coisa.

Esta edição, como a clássica, inclui o jogo paralelo não oficial mundialmente designado como Monopólio Batota, nas modalidades soft e descarada, que continua a ser fonte de grande prazer, sobretudo perante parceiros de jogo que de facto se convencem que estão a comprar galáxias, a construir nelas hotéis e a ganhar uma pipa de massa com um ar tão respeitável e credível como o dos papéis que nas montras espanholas anunciam as rebajas... convenhamos, por mais amigo que se seja, é como deixar bacalhau a demolhar durante a noite, em cima da bancada da cozinha, em casa onde exista um gato: irresistível (a propósito, o público felino continua a estragar o jogo com entusiasmo).


húmus

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