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11.4.05

A Peste > O descarnamento

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A Peste > Os cadernos de Tarrou

«Pergunta: como fazer para não se perder tempo? Resposta: senti-lo em toda a sua extensão. Meios: passar os dias na sala de espera de um dentista, numa cadeira desconfortável; viver à nossa varanda as tardes de domingo; ouvir conferências numa língua que não se compreende; escolher os itinerários de caminho de ferro mais longos e menos cómodos e viajar de pé, naturalmente; fazer bicha nas bilheteiras dos espectáculos e não tomar a sua vez» - A Peste > Albert Camus (trad. Ersílio Cardoso), Lisboa, Livros do Brasil - pp. 37-38.

10.4.05

A Peste > O princípio da reflexão

«A morte do porteiro, pode dizer-se, marcou o fim deste período, cheio de sinais desconcertantes, e o início de um outro, relativamente mais difícil, em que a surpresa dos primeiros tempos se transformou, pouco a pouco, em pânico. Os nossos concidadãos - era agora que davam por isso - nunca tinham pensado que a nossa pequena cidade pudesse ser um lugar particularmente designado para que os ratos lá morressem ao sol e que os porteiros lá perecessem de doenças estranhas. Sob este ponto de vista, era evidente que estavam em erro e que as suas ideias tinham de ser revistas. Se tudo tivesse ficado por aí, os hábitos, sem dúvida, teriam vencido. Outros, porém, de entre os nossos concidadãos, nem sempre eram porteiros nem pobres, e também seguiram o caminho que Michel tinha tomado em primeiro lugar. Foi a partir desse momento que começou o medo e, com ele, a reflexão.» - A Peste > Albert Camus (trad. Ersílio Cardoso), Lisboa, Livros do Brasil - p. 34

A Peste > Orão, uma cidade inteiramente moderna

«Sem dúvida, nada há de mais natural, hoje em dia, que ver as pessoas trabalharem de manhã à noite e perderem em seguida, a jogar as cartas, no café ou a dar à língua, o tempo que lhes resta para viverem. Mas há cidades e países onde as pessoas têm, de tempos a tempos, a suspeita de que existe mais alguma coisa. Isso, em geral, não lhes modifica a vida. Simplesmente houve essa suspeita, e sempre é um ganho. Orão, pelo contrário, é uma cidade sem suspeitas, quer dizer, uma cidade inteiramente moderna.» - A Peste > Albert Camus (trad. Ersílio Cardoso), Lisboa, Livros do Brasil - pp. 14-15.

A Peste > Estado de espírito

Não me perguntem porquê, mas a banda sonora oficial da releitura d'A Peste é o requiem que Zbigniew Preisner fez para Kielowski. E o Aberdeen, também do Preisner. E o 10 Easy Pieces for Piano, idem. Assim, por esta ordem. É um itinerário, nitidamente, e tudo o resto além da sua urgência é, para mim, uma névoa. Estou no princípio do requiem.



No ano passado, quando andei a passar para o computador sublinhados de outros livros de Camus, havia algo semelhante a uma náusea. A ideia de ter de voltar a Camus de outra forma que não a de passar sublinhados dos livros dele, uma releitura propriamente dita, actualizada e corrigida, e também assuntos pendentes por resolver. Camus não é para mim mais um escritor e os seus livros não são propriamente livros. Camus é um homem, interessa-me o que viu e o que pensou, Camus está morto, está longe, os livros permitem-me, apesar de tudo isso, encontrá-lo.

A Peste > A santidade

Há meia-hora senti necessidade de reler A Peste como se A Peste fosse o único livro do mundo. O livro esteve em casa de uma prima minha durante dois anos. Devolveu-mo na Páscoa e eu arrumei-o na biblioteca, junto aos outros. Desapareceu num ápice porque a minha biblioteca se parece com o deserto e todos os dias os livros mudam de sítio. Fui procurá-lo e não o encontrei imediatamente. Foi em frente às estantes que compreendi que o que quero mesmo reler é a ideia da santidade. O que implica reler o livro todo e seguir um homem. Rieux ou Tarrou? Não me lembro.

A Peste > O mar

A Peste foi o meu primeiro livro de Camus porque Orão estava de costas viradas para o mar. Li, portanto, as primeiras cinco páginas na livraria e, chegada aqui,

«Pode apenas lamentar-se que ela [Orão] esteja construída de costas voltadas para essa baía e que, por conseguinte, seja impossível ver o mar, que é sempre preciso ir procurar.»

levei o livro para casa.

húmus

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