"Vai estar patente nas Berlengas, por tempo indefinido, a maior exposição de velhinhas do mundo. Com a chancela do Ministério da Agricultura das Berlengas, este é um evento cultural a não perder.
A Galeria das Velhinhas, na Cidade das Berlengas, Berlengas, inaugura no próximo mês, uma exposição de Velhas com mais de 100 anos.
Apostando numa exposição de dimensão internacional, os organizadores conseguiram garantir a presença de representantes de mais 100 países.
A galeria só vai abrir as portas de 3 em 3 dias, durante apenas duas horas. O objectivo é não cansar as obras em exposição e dar tempo para renovar a exposição, caso alguma das peças se danifique.
Para o caso de algo correr mal com as velhinhas em exposição, a Cruz Encarnada das Berlengas, vai estar em alerta permanente durante os dias de abertura ao público, pois “algumas das velhinhas terão muita dificuldade em aguentar-se de pé durante duas horas”, afirmou o proprietário da galeria.
A exposição estará aberta ao público por tempo indefinido, mas terminará obrigatoriamente quando 8 das obras em exposição morrerem, pois a seguradora “Dona Elvira”, apenas aceitou fazer o seguro de vida para oito das obras. [...]" - Cabeça de Pescada
22.12.04
Agenda cultural das Berlengas
6.12.04
Tareco na primeira pessoa. Pobre tareco
Roubado, com grande lata mas muito respeitinho, que a coisa é ruim, daqui.
25.11.04
Bloody blog # 2
Já está. E com o bónus de, para o título do blog, eu ter encontrado o clássico azul que entra pelos olhos dentro e parece mover-se, do qual sou admiradora desde os quatro ou cinco anos, altura em que o descobri, maravilhada, numa revista dos meus pais.
É provável que isto, a médio prazo, resulte cansativo. Chegada a esse limite, porei fim aos dias vermelhos do Húmus e tentarei dar-lhe um aspecto menos excessivo, de suavidade martin-parriana. Qualquer coisa, sei lá, florida...
Bloody blog
Estou a aproximar-me muito.
Era só para avisar.
14.10.04
Vai um pratinho de tremoços?
A cumplicidade que a cervejinha introduz é mesmo importante. Descomprime quem serve a cervejinha, que é logo melhor servida, tornando-a ainda mais cervejinha do que quando foi pedida. A cervejinha diz ao empregado "Agora tu estás aí a atender-me mas mais logo quando acabar o teu trabalho também tu vais beber uma cervejinha... a tua cervejinha". É uma piscadela de olho, a cervejinha, é a expressão niveladora que equilibra a relação entre quem pede e quem atende.
Até pode pedir-se uma imperial ou uma cerveja quando se tem pouco tempo, mas quando se tem muito, como aos fins-de-semana ou em férias, é imperdoável não se pedir uma cervejinha, que também traz implícita uma longa interjeição de prazer não tipificada porque inseparável dos ditos que se lhe seguem: "Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!, que bom é sentar-me aqui sem nada para fazer... quando vier a cervejinha, será o céu". De notar que no momento em que a pessoa se senta, a interjeição atípica, se não é verbalizada, é intensamente sentida, e que os olhos, brilhantes de satisfação e de ansiedade, procuram já aquele que trará a cervejinha... e para que nada corra mal há que pedir uma cervejinha.
Se isto é assim entre dois estranhos, que em comum só têm um conhecimento intuitivo do significado da cervejinha, a cumplicidade desce fundo, enriquecendo-se, no caso do mesmo pedido ser feito entre pessoas que se conhecem bem, como em "Amigo, arranja-me uma cervejinha!". Verbo arranjar. E como explicar a um estrangeiro que a cervejinha não está avariada?