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25.11.04

I'm Going Away To Wear You Off My Mind # 4

Há qualquer coisa desmesuradamente linda e que me entusiasma muito nos tais anos em que me encontro presa, ou melhor, nesta perspectiva, encantada. É o Dr. Jazz. heheh Em parte os retrocessos acontecem porque fico cheia de pena de avançar, de me distanciar, já que será difícil evitar, parece-me, que algo me faça ouvi-lo de outra forma. Eu agora consigo ouvi-lo de uma forma absoluta. Todo o som dele ri. E eu ainda gosto mais de rir do que de ouvir música, de modo que, quando as duas coisas se encontram de alguma forma indistintas, como acontece com este fenómeno, para mim, é o jackpot. Este homem metia bezerros no início das músicas e mentiu na idade, fazendo-se passar por mais velho, de forma a se arrogar ser ele (ele e só ele, como em "eu é que sou o Presidente da Junta") "the creator of jazz-stomps-&-swing".




Como posso avançar sem ouvir, ao menos em parte, as gravações da Biblioteca do Congresso?

"The year is 1938. In the quiet, well-lit environment of the Coolidge Auditorium, housed within the United States Library of Congress, a lone man sits at the piano, comping as he tells his life story. It is the story of a hustler, pool player, cardsharp, fight promoter, pimp, and musician, and it is peppered with outrageous claims, ribald tales, and remembrances of events that stretch the credulity of even the most generous listener. Periodically he punctuates his stories with full-fledged songs, the piano ringing out with knuckle-busting stomps, joined by high-spirited vocals singing often-bawdy lyrics. The recording machine that runs continuously, tended by the only other person present in the auditorium, captures all of this. [...]"

Um cálice sagrado, essa é que é essa, ouvir isto.

O que me arrepia mesmo quando penso na existência destas gravações, além de nelas Jelly Roll Morton contar a sua vida e tocar a sua música, é ele ser um tipo que esteve lá e contar como foi. Não é um livro de história. É mil vezes melhor: é a primeira pessoa do singular.

18.11.04

Grandpa's Spells


Dr. Jazz teria de aparecer, porque ando a ouvir a versão limpinha dos piano rolls há dois dias, outra vez. Mas estas versões menos limpinhas que há no RHJ, caramba, são irresistíveis. Ouvi o 1937-38 da Ella assim que cheguei, duas vezes, e depois liguei o computador de propósito para ir ao RHJ ouvir piano rolls de Jelly Roll Morton e ainda não ouvi mais além de "Grandpa's Spells" porque adoro a forma como o piano soa do meio para o fim. Adoro tudo, mas essa parte não me deixa passar a outros temas*.

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* Entretanto demorei uns minutos a editar o post como queria e neste momento estou a achar que o meio para o fim do tema é a partir do primeiro segundo. Acho que esta noite não vou conseguir ouvir mais nada. O Dr. Jazz era diabólico.

húmus

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