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30.9.05

O primeiro fantasma do Outono

Há uma espécie de lei inexplicável no meu corpo: à medida que o sol desaparece, preciso mais e mais de pintura. Quando os dias estiverem mesmo curtos, é provável que retome a pilhagem do Thyssen-Bornemisza (interrompida aqui), se outras entretanto não forem inauguradas.

Agora lembrei-me só da primeira vez que vi isto:


El Greco, La Fabula [1570/77; Prado]

La Fabula está no Prado a seguir a um umbral que separa duas salas. A sala que se abandona já é d'El Greco. Aquela em que se entra acaba a colecção e tem, à esquerda, saída para uma nave central do museu. La Fabula fica à direita, logo a seguir a esse umbral. É um quadro pequeno. Quase não se dá por ele. Ou corre-se o risco de não se dar por ele. Apaixonei-me assim que o vi. Comove-me imensamente. Se um dia todas as coisas que me fazem regressar a Madrid desaparecessem, ir ver La Fabula seria ainda assim razão bastante para continuar a lá ir. Aliás, neste momento, em que o quadro intensamente me submerge, não me ocorre razão melhor para o fazer.

24.3.05

Quadros que roubaria no Thyssen se fosse uma ladrona esguia detentora da ginástica e das roupas pretas apropriadas, embora goste que me façam falta – VIII e IX


El Greco
Anunciación, 1590-1600


El Greco
La Inmaculada Concepción, 1607-1613

Estes eu não era capaz de roubar mesmo com os atributos adequados. Nem conseguiria roubar "La Fabula" que está no Prado. Gosto tanto deles que quando os vejo deixo de me conseguir mexer. Voltar-lhes as costas é um problema que eu resolvo, sim, que remédio, mas sempre com a sensação de ter ficado lá e de aqui, longe deles, os meus olhos não serem tão felizes.

Quanto a "La Fabula", impõe-se um off-topic, já que todos os pretextos são poucos para o rever e para o mostrar:


El Greco > La Fábula, 1570/77
Oleo sobre lienzo 49 x 64 cm.


Este quadro, para mim, é o Prado todo. Sim, sim, há as pinturas negras de Goya, Dürer e Bosch aos molhos, Velásquez, Ribera, Bruegel. Zurbaran. O Prado tem tantas coisas de que gosto tanto. Nenhum outro quadro, porém, é tão íntimo. A primeira vez que o vi doeu-me o sangue dos braços. Esta criatura, que não é bem só um quadro, está sempre a dizer coisas. É uma noite só, corrida e, por alguma razão, é de lá que eu sou.

húmus

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