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23.3.05

Lisboa que amanhece

Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho,
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

Sérgio Godinho


(maior dentro)

22.3.05

O Livro da Tila

No Domingo das Legislativas almocei, entre viagens, em casa dos meus pais. Durante uma hora, a minha mãe e eu acabámos sozinhas a conversar e a beber café. É preciso explicar que não tenho livros nenhuns da infância porque a minha mãe foi fazendo com eles uma biblioteca, na escola onde deu aulas, biblioteca essa que ficou quando se veio embora. Por outro lado, naquela casa nunca se fez um recenseamento de livros e há estantes do rés-do-chão ao sótão e grupos ocultos de edições dentro de móveis diversos, porque não cabem nas estantes. Por fim, entre tios, primos e amigos mais íntimos, existe uma rede recíproca de distribuição, requisição, empréstimo e pilhagem de livros. Em suma, parte substancial dos livros nunca sabemos bem se está e onde está, embora a maior improbabilidade seja mesmo a de encontrar livros da minha infância. Nessa tarde, a meio da conversa, levantámo-nos, fomos a uma estante que era o paradeiro mais provável de um livro de José Gomes Ferreira de que a minha mãe se lembrou, e começámos a procurá-lo.

Veio então parar-me às mãos O Livro da Tila, de Matilde Rosa Araújo, com cantigas pequeninas. Não é sequer de um tempo em que eu soubesse ler, ainda que mal. É do tempo em que a minha mãe me lia tudo. A capa pareceu-me familiar de forma intensa e, porque não era suposto eu ter-me esquecido do livro, de forma desagradável. O tempo em que a minha mãe me lia tudo foi um estado de graça. Passávamos muito tempo juntas com as histórias e as cantigas e, quando eu era deixada a brincar, a minha mãe ficava por perto, em silêncio, a ler os livros dela. Havia uma sala cheia de sol, em frente a um jardim, a mesma que eu loucamente quis encontrar quando, em Lisboa, procurei uma casa para mim (fiz a vida negra a muitos agentes imobiliários até ficar satisfeita: «Não tem sol», «Não há árvores», «Não penso comprar uma casa para ter de sair dessa casa e ir para uma esplanada sempre que quiser ler ao sol, não faz sentido»).

O Livro da Tila, que esteve na biblioteca da escola e regressou da biblioteca da escola (o Hades dos livros da minha infância, o que faz do livro um Ulisses entre os seus hehe), voltou às minhas mãos muito gasto, quando já não era suposto eu voltar a vê-lo. Enquanto o folheava, sempre a pensar que não podia ser o mesmo, lembrei-me de uma coisa que fazia nos livros naquela idade: estradinhas a subir e a descer entre as linhas e as palavras. Encontrei-as como a uma assinatura. Trouxe o livro comigo porque não resisti. Ainda não sei se gosto de poder tocar-lhe.

21.3.05

Verde com chuva.


(maior lá dentro)

Gosto disto antes dos conceitos: o verde dentro dos olhos, absoluto, e palavra nenhuma, nada, excepto a casa maior da seiva e do sangue.

16.3.05

It's show time



(inside)

15.3.05

«Begin afresh, afresh, afresh.»

Sábado de madrugada, os lódãos em frente à minha casa tinham os ramos cheios de grãos gordos. Só isso, pareceu-me, embora tenha dito para dentro, depois de regressar da janela, que a noite cheirava como cheiram as noites na primavera. Suponho que algures no emaranhado de ramos das árvores já tinham rebentado folhas ou estavam nesse momento a rebentar, uma coisa não visível, só cheiro. Nunca antes tive uma casa em frente a lódãos. São uns vinte, velhos e altos. Ramos retorcidos. Muito retorcidos. De tal forma que quando as árvores estão despidas não se consegue ver a arquitectura do outro lado da praça, apenas a nuvem cinza acastanhada dos ramos. E à noite, no Inverno, facilmente eu acreditaria, ao vê-las tão paradas e negras, que estão atentas e conscientes. Mas o que sobretudo começa a misturar-se com a minha percepção das estações, de tal forma que me será difícil viver em frente a outras árvores, é o cheiro da rebentação destas folhas. Domingo de manhã ainda não as havia visíveis mas toda a praça estava verde. Hoje são visíveis, mínimas, e o cheiro está por toda a parte. Agora, quando abro as janelas para arejar a casa, misturado com o cheiro seco do sol, chega este das folhas novas dos lódãos: é doce, é morno e enche-nos os gestos de princípios.

«The trees are coming into leaf
Like something almost being said;
The recent buds relax and spread,
Their greenness is a kind of grief.

Is it that they are born again
And we grow old? No, they die too,
Their yearly trick of looking new
Is written down in rings of grain.

Yet still the unresting castles thresh
In fullgrown thickness every May.
Last year is dead, they seem to say,
Begin afresh, afresh, afresh.»

Philip Larkin - The Trees

9.3.05

Diapasão

Não é muito fácil fazer guerra a um niilismo cancerígeno que não se sabe bem quando surgiu ou porquê e que um dia, subitamente, constatamos. Se quem faz guerra a essa coisa for, como eu, indolente, pior ainda. Mas volto a considerar a hipótese da cobaia. Isto é, que se me dessem a possibilidade de ver a Terra de fora, por alguns minutos, talvez mandasse muitas coisas às urtigas. A hipótese é tonta dada a sua total improbabilidade, mas considerá-la significa aceitar, mais uma vez, que ver a Terra de fora, por alguns minutos, é em si uma vida. E eu gosto disso. Eu gosto muito disso. De voltar a ter presente o que sou. O que serei sempre. Ainda que em vislumbres rápidos que, pensando bem, não passam de um resquício pálido de uma existência apaixonada.

Seja como for, estou aqui: missing Jerry Lodriguss’ pictures.

5.3.05

Rogar

Hoje acordámos com vontade de rogar os nossos pedidos.
Hoje acordámos com algumas saudades de um regaço.
Hoje lembrámo-nos do som dos regatos, da sombra e das pedras molhadas.
Hoje regateámos o cheiro do sol na pele à memória.
Hoje está calor e apetecia-nos ter nas mãos e nos braços a terra molhada que escorre pelas paredes de pedra dos túneis da Regaleira.

Alagadiço

Gosto de alagadiço e de outras palavras de mão na anca como alvoroço, estardalhaço e esganiçar. As gaivotas não podem fazer outra coisa excepto esganiçar e que isso só lhes fica bem. O que faz do Tejo um lugar esganiçado.

2.3.05

"We have not yet made shoes that fit like sand"

Ainda Stieglitz e o seu círculo, mas não ainda as mãos de Georgia O’Keeffe, nem as árvores, nem as nuvens, nem a música. O catálogo do Reina Sofia é bastante completo e penso que não terei dificuldade em encontrar essas séries na internet (antes disso já eu tinha anotado, porque desconhecia se compraria o catálogo, as colecções a que pertencem). A única coisa que não encontrei no catálogo e que está numa das paredes da exposição é um poema de Arthur Dove. No museu estava em castelhano, mas a internet devolveu-o na língua original. Não obstante, mesmo em castelhano já parava a exposição, o museu, o tempo, as rotações da Terra e não sei que mais. Como o frio cortante, a neve, uma estrela avistada subitamente entre prédios e gestos citadinos, como o vento do deserto quando sopra em Dezembro, um poema pode devolver-nos uma medida. A medida.

«A way to look at things

We have not yet made shoes that fit like sand.
Not clothes that fits like water,
Nor thoughts that fit like air.
There is much to be done –
Works of nature are abstract,
They do not lean on other things for meaning.
The sea-gull is not like the sea,
Nor the sun like the moon,
The sun draws water from the sea,
The clouds are not like either one –
They do not keep one form forever.
That the mountainside looks like a face is accidental.»

Arthur Dove
1925

16.2.05

As operárias da limpeza não gostam de mim :(

Em casa, o rádio, sintonizado de manhã para a Antena 2, à noite está na Rádio Seixal. Como me deito sempre tarde demais, ao fazê-lo limito-me a confirmar que a hora do alarme é a de sempre e que o rádio começará a tocar com volume suficientemente alto. De manhã: Rádio Seixal. Não faço ideia se a programação é fixe nas outras 23 horas do dia, mas de manhã, por uma hora, é uma coisa má cheia de entrevistas estúpidas e, por vezes, signos do zoodíaco. Sintonizo outra vez a Antena 2 antes de sair e, à noite, volto a esquecer-me de confirmar. Isto é um pesadelo. Eu tenho absoluta necessidade de acordar com os sons de que gosto. No trabalho, o rádio, sintonizado durante o dia na Antena 2, de manhã, antes de eu chegar, é mudado para a Rádio Renascença. ARGH. Mas no trabalho é diferente, percebo assim que chego, já com o humor mais ou menos determinado pelo estado do rádio de casa, e sintonizo outra vez a Antena 2.

Hoje a manhã correu bem:
> J.S.Bach, Sonata em Lá maior BWV 1032 * Lisa Beznosiuk (fl). Paul Nicholson (crv). Richard Tunnicliffe (vlc). Elizabeth Kenny (al)
> F.Delius, Sonata em um único andamento p/ violoncelo e piano * Julian Lloyd Webber (vlc). Bengt Forsberg (pn)
> J.Turina, Danças Ciganas, Op.84 * Albert Guinovart (pn)
> I.Stravinsky, Dança Russa * Lydia Mordkovitch (vl). Julian Milford (pn).

15.2.05

Misery is the river of the world

Está um bêbedo ou um louco na praça em frente à minha casa. Canta umas vezes Ai ai ai ai, em tom menor, outras vezes Goodbye my love goodbye, faz relatos de futebol, abre os braços e dá pontapés numa bola imaginária. Grita golo. Tudo em slow motion. Ouço-o durante uma meia-hora e quando o chá me leva até à janela vejo-o por fim. Tem uns oitenta anos, um fato de lã e uma camisola de lã. De vez em quando leva a mão ao bolso, tira um lenço, assoa-se, e depois retoma a cantiga ou o relato interrompido. Quando cada uma destas coisas foi feita e antes de recomeçar, faz uma vénia breve. Começo por rir. Depois, subitamente, não percebo bem porquê, penso «Isto é o homo sapiens sapiens, matéria ultra complexa e pensante feita de partículas elementares». A minha praça cresce e eu calo-me. Não chego a sentir culpa pelo riso, só deixa de me apetecer.

*

31.1.05

Silêncio

Há dias em que me é absolutamente insuportável a ideia de exposição de seja o que for. O dicionário define taciturno como sinónimo de silencioso, tristonho e sombrio, embora comece por fazê-lo corresponder a calado. Esta equiparação eu conheci desde miúda. Nunca se é um miúdo calado: está-se calado, triste ou é-se sombrio. Ou, em dias mais animados, é-se um miúdo esquisito, mal educado, antipático, armado em fino. Podia haver um único dicionário do silêncio e da timidez.

Mas isto pouco importa. E pouco importa porque eu passei os últimos anos a matar estátuas e temo ter ferido de forma fatal a minha própria estátua: deixei, de um dia para o outro, de acreditar em puto de transcendência ou de especialidade. Sou completamente destituída de causas, crenças, sonhos, ânimo. Nunca me ofendo porque o meu grau de seriedade para comigo mesma é nulo. Afastei-me demais. Não consigo levar a sério a existência.

No meu silêncio, seja onde for, há sempre isto na maior intensidade. Não é só no blog. As pessoas da minha vida sentem o mesmo nas minhas ausências de horas, dias, semanas. Consoante os afectos. Meses.

A complicar tudo isto passa-se que perco facilmente a noção do tempo. Anda sempre depressa demais ou devagar demais. Quando sou forçada a acordar, fico sempre espantada com as datas e as horas de todos.

Era fácil disfarçar isto. Bastava linkar uma coisa qualquer. Mas não me apeteceu. Estou a ressacar do "Saraband" (a ajudar à missa) e não me apeteceu.

20.1.05

Atenção, atenção.

Primeira tarde de Primavera em Lisboa: cheiro intenso a flores e estardalhaço de pássaros durante as últimas três horas.

22.12.04

Olhai para as janelas

Que os dias já crescem!

20.12.04

A liberdade nos perdidos e achados

Elisabeth procurava-a enquanto se mantinha em silêncio. Alexandre O’Neill encontrou-a, com um cão.

A dactilografia correctiva aplicada às árvores

O corrector tem tinta branca ou é uma fita branca. No tempo das máquinas de escrever, o corrector era uma pequena folha branca e rectangular, um pouco menor que um bilhete da Carris, cuja face desprotegida se virava para o papel, atingindo-a pelo lado plastificado com a letra que por engano tínhamos premido. Não posso usá-lo agora, seja em que modalidade for: mesmo que eu quisesse corrigir as folhas que caem ia notar-se sempre o remendo. As folhas nunca são brancas. Talvez por vezes. Na neve e à neve o corrector não adere.

Cá está

Eu não disse que o verdadeiro brilho da prata era verde e vermelho?

"A jovem democracia portuguesa acordou, há cerca de três semanas, surpreendida por um acto Presidencial inusitado para que não estava preparada e que parece ter, a despeito das muitas omissões, um pelo menos aparente agasalho constitucional." - António de Sousa-Cardoso, no Público de hoje, sobre a morte do prematuro (sublinhados meus)

É por estas e por outras que a venda da Constituição a 3 € foi um gesto bonito. Uma minoria poderá tê-la comprado e uma minoria poderá lê-la e, menos, talvez, compreendê-la. Imagine-se que é só uma pessoa a reunir todas as condições que lhe permitirão recusar agasalhos destes: já valeu a pena.

17.12.04

Recreio das 11

Um dia eu gostaria de compreender que coisa leva um homem aparentemente normal, um pai de família frequentador da missa, a achar, entre outras coisas comoventes, que um relógio de senhora que não vai comprar é motivo de interesse e entusiasmo para três – três – horas de monólogo, disfarçado de diálogo. Ainda por cima, pouco lhe falta para chorar de emoção. Hoje é o dia dos relógios. Ontem foi o dia dos sapatos. Na segunda-feira foi o dia do salário dos outros. Na quarta-feira foi o dia dos carros. Na terça-feira foi o dia dos hotéis de luxo. Estou há três horas concentrada num trabalho que me distribuíram ontem ao fim da tarde, para estar pronto na quarta-feira passada. Estou entusiasmada. Estou ansiosa. E sempre que venho à tona por uns segundos o tipo está nisto. Ele é normal, e eu, à força, sou autista.

13.12.04

Ena ena

Hoje, com o Público, por mais 3 €, a Constituição.

24.11.04

Vou ali fumar e já volto

Há qualquer coisa além da defesa da saudinha que alegra os não fumadores fundamentalistas por estes dias. Uma alegria no poder que podia até dar direito a farda, uma alegria parecida à que sentiram as mentes vitorianas com a aprovação da lei seca, um melindre moralista e moralizante, ressabiado, que, recalcado durante décadas, finalmente, encontra o seu escape.

E não é só o facto de cada não fumador fundamentalista ser agora um pequeno polícia com o seu pequeno planeta soberano para fiscalizar. É mesmo aquela coisa anterior e básica, que está dentro de todas as pessoas em menor ou maior grau, e na qual os pensamentos mais frágeis facilmente se inebriam: o homem, quanto mais pequeno é, mais gosta e mais precisa de exercer poder sobre. Sobre. Não interessa muito sobre o quê. À falta de melhor, sobre um cão, como disse Camus.

O essencial, todavia, é a imposição de si a outro, como se a identidade se formasse e a identificação se alimentasse das marcas exteriores deixadas sobre os outros, como se não houvesse a certeza de, em si, se ser alguma coisa. Agora é o tabaco, mas podia ser qualquer outra coisa. No fundo, os não fumadores fundamentalistas adoram ser fumadores passivos, coisa que lhes dá o direito de espernear como mais nenhuma.

Os que me rodeiam começam a implicar com o tabaco fumado a céu aberto. Ainda teremos ruas interditas. Não é a saúde, não, tem de haver disto em todos os tempos: uma forma legitimada de impor comportamentos aos outros, no plano das relações quotidianas entre particulares. E acho que depois de trinta anos sem ser possível denunciar os vizinhos à polícia por comerem criancinhas ao pequeno-almoço, já tardava, já fazia falta inventar um novo ascendente. E acho que, sem ser pela sua saudinha, a gente pequenina, que é muita, rejubila.

Eu, se não fumasse, começava agora a fumar.

húmus

a alcoviteira andarilha a luz nas telhas a noite dança alec soth alex maclean alexandra boulat alfredo cunha alice in chains allo allo andou prometeu a roubar fogo aos deuses para isto andré kertész andrew wyeth antibalas anywhen arizona amp and alternator armi e danny arthur dove as árvores aulas de CC bach bartleby beatles bergman bill evans bompovo brad mehldau brecht bunny suicides calexico camponesa camus carl sandburg carlos paredes carta topográfica de lisboa caspar david friedrich cassandra wilson cato salsa experience centenário do grande temporal centrifugação blogger charlie parker chico buarque christian schad christopher r. harris cig harvey coisas que ninguém diz e que toda a gente sabe dan nelken daniel blaufuks dave holland dave mckean decisions deus inventou o sexo diário de bordo ditty bops divas dostoievsky dr. jazz dylan thomas e. e. cummings el greco ella fitzgerald elvis e anita emil nolde enid blyton eugene smith eugénio de andrade evil genius fausto bordalo dias fenómenos paranormais francis bacon françois clouet fredrik marsh future bible heroes gaivota galiza garcía lorca geografia georges gonon-guillermas gilbert and george gógol e kureishi gonçalo m. tavares góngora HAL hans baldung grien hans cranach henrik ibsen hopper horas da ciência howe gelb hp5 húmus hyeyoung kim i'm going away to wear you off my mind ironia natalícia jan van eyck jason moran jerry lodriguss jesus na comida jornal do insólito josé barata moura josé carlos fernandes josé gomes ferreira josé mário branco josé tolentino mendonça Kafka sumiu keith jarrett keith johnson ken rosenthal king oliver's creole jazz band laura veirs lei bloguística leitura de sobrevivência león ferrari lewis carroll load "" louis jordan madrid maelesskircher manuel alvarez bravo maria schneider mario abbatepaolo martin parr matéria-prima mau feitio mauro fiorese michael brecker micheliny verunschk miguel rio branco miles davis mirah missy gaido allen momento fantástico do bicho escala estantes monk movimento televisão sem som neil gaiman nick brandt nietzsche noronha da costa o aforismo o piano de tom jobim o sono e os sonhos o'neill orquestra vegetal de viena os cavaleiros camponeses no ano 1000 no lago de paladru pão com manteiga pat metheny patience and prudence paul strand pedro salinas peggy washburn pentti sammallahti philip larkin philippe halsman piero de la francesca ponce de léon post de gaja preisner pronto-a-vestir quadrado fi Quadros que roubaria no Thyssen quino R.E.M. raïssa venables regina guimarães robert doisneau ruben a. rui knopfli ruy belo ruysdael sarastro schuiten e peeters sequoia sempervirens sérgio godinho shampoo casulo shannon wright sidney bechet simone de beauvoir sophia andresen soviet group stieglitz t.s.eliot tagsmustbedestroyed tennessee williams terry blaine the 1913 armory show tom chambers trem azul trepadeira universos múltiplos valerio magrelli velásquéz você é um idiota winslow homer xavier seoane yes prime minister yousuf karsh zeca zurbaran

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