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28.4.05

Banda sonora para uma noite-à-beira-de-um-ataque-de-nervos-com-café-cigarros-e-tpc-em-branco:

Steve Hackett & John Hackett - Sketches of Satie
Charles Mingus - Mingus Ah Um
Bill Evans & Jim Hall - Undercurrent
Einstürzende Neubauten - Silence is sexy
Bernardo Sassetti - Nocturno
Rodrigo Leão & Vox Ensemble - Theatrum
Henryk Górecki - Symphony No. 3 - Opus 36
Cassandra Wilson - Point of View
Brad Mehldau - Largo
Brad Mehldau - Live in Tokyo
Mulholland Drive OST
Louis Sclavis - Dans La Nuit
Dave Holland - Life Cycle
Dave Holland - Conference of the Birds
Keith Jarrett - The Köln Concert

27.4.05

A-tisket A-tasket

Por fim. Não é um disco. É um afecto musical. Emprestei-o uma única vez e arrependi-me amargamente da separação. Quando me ausento por muitos dias seguidos, levo-o. Ella Fitzgerald com vinte aninhos e som de vinil.


2.4.05

E chove.

Por aqui, cozinha-se, conversa-se e desarruma-se a casa. A gata, à falta de sol no soalho, observa as operações culinárias em cima do frigorífico, faz esperas à porta da casa-de-banho para assustar quem sai, aninha-se e adormece no colo de quem se senta.

O leitor de cds está em repeat com estes discos:





24.3.05

Jason Moran - "Same Mother"



gangsterism on the rise

23.3.05

Correntes de ar nos recantos da casa.

É quase 100% garantido que qualquer CD de Dave Holland que eu compre será ouvido até à doença. Em 2002 não consegui comprar "What goes around", e ontem, numa ida à loja com o consciente propósito de me desgraçar, encontrei-o. Confirma-se que, como os outros, será ouvido até à doença, em fases de semanas, pelos anos fora. Confirma-se que se respira melhor dentro de um disco destes.

22.3.05

Harlem on my mind

A caçada de Sábado não foi grande coisa. Ou, por outra, até foi, eu é que estou completamente viciada na versão que tenho há um ano. Terry Blaine (voz) e Mark Shane (piano), em "With Thee I Swing". E swingam mesmo. Nunca um título foi tão honesto.



Got em'ralds in my bracelets and diamonds in my rings
A Riviera chateau and a lot of other things
And I'm blue, so blue am I
Got lots of ready money in seven diff'rent banks
I counted it this morning, it was about a million francs
But I'm blue, so blue, and I know why

I've got Harlem on my mind
And I'm longing to be lowdown
And my "parlez-vous" does not ring true
With Harlem on my mind

I've been wined and I've been dined
But I'm heading for a showdown
'Cause I can't go on from night 'til dawn
With Harlem on my mind

I go to supper with a French Marquis
Each evening after the show
My lips begin to whisper "Mon Cheri"
But my heart keeps crying "Hi-de-ho"

I've become too damned refined
And at night I hate to go down
To that high-falutin' flat that Lady Mendel designed
With Harlem on my mind

I've got Harlem on my mind
And I'm longin' to be lowdown
And my "parlez-vous" does not ring true
With Harlem on my mind

I've been dined and I've been wined
But I'm headin' for a showdown
'Cause I can't go on from night 'til dawn
With Harlem on my mind

And when I'm bathing in my marble tub
Each evening after the show
I get to thinkin' 'bout that Cotton Club
And my heart keeps crying "Hi-de-ho"

I've been too damned refined
And at night I hate to go down
To that flat with fifty million Frenchmen taggin' behind
With Harlem on my mind

Irving Berlin

21.3.05

Grofé in blue



Serão passado a arrumar mp3. Em três meses de preguiça acumularam-se 53 - cinquenta e três - pastas por classificar e arrumar por - step one - autores. 53 é o que posso dizer agora. No início do serão tinha, apenas, centenas de mp3 misturados. Bonito mesmo é isto: ver a Rapsodhy in Blue, aquela que Ferdinand Grofé orquestrou, vir à tona no meio do caos dos ficheiros e fazê-la ouvir-se. Acho que, na verdade, sou desarrumada e perco as coisas para que o prazer do reencontro se aproxime o mais possível do prazer da descoberta. Esse que, como se sabe, nunca se pode ter uma segunda vez.

19.3.05

Os animais domésticos e a caça.

Ordens ao pássaro azul para sábado de manhã:
- Vai. Vai e não voltes sem dez versões de Harlem on my mind.
- Dez? - quase crasha o pássaro.
- Dez. Pelo menos.

E ele foi.

25.11.04

I'm Going Away To Wear You Off My Mind # 4

Há qualquer coisa desmesuradamente linda e que me entusiasma muito nos tais anos em que me encontro presa, ou melhor, nesta perspectiva, encantada. É o Dr. Jazz. heheh Em parte os retrocessos acontecem porque fico cheia de pena de avançar, de me distanciar, já que será difícil evitar, parece-me, que algo me faça ouvi-lo de outra forma. Eu agora consigo ouvi-lo de uma forma absoluta. Todo o som dele ri. E eu ainda gosto mais de rir do que de ouvir música, de modo que, quando as duas coisas se encontram de alguma forma indistintas, como acontece com este fenómeno, para mim, é o jackpot. Este homem metia bezerros no início das músicas e mentiu na idade, fazendo-se passar por mais velho, de forma a se arrogar ser ele (ele e só ele, como em "eu é que sou o Presidente da Junta") "the creator of jazz-stomps-&-swing".




Como posso avançar sem ouvir, ao menos em parte, as gravações da Biblioteca do Congresso?

"The year is 1938. In the quiet, well-lit environment of the Coolidge Auditorium, housed within the United States Library of Congress, a lone man sits at the piano, comping as he tells his life story. It is the story of a hustler, pool player, cardsharp, fight promoter, pimp, and musician, and it is peppered with outrageous claims, ribald tales, and remembrances of events that stretch the credulity of even the most generous listener. Periodically he punctuates his stories with full-fledged songs, the piano ringing out with knuckle-busting stomps, joined by high-spirited vocals singing often-bawdy lyrics. The recording machine that runs continuously, tended by the only other person present in the auditorium, captures all of this. [...]"

Um cálice sagrado, essa é que é essa, ouvir isto.

O que me arrepia mesmo quando penso na existência destas gravações, além de nelas Jelly Roll Morton contar a sua vida e tocar a sua música, é ele ser um tipo que esteve lá e contar como foi. Não é um livro de história. É mil vezes melhor: é a primeira pessoa do singular.

I'm Going Away To Wear You Off My Mind # 3

Isto é extremamente lento. Começou em Março deste ano e eu ainda não saí de New Orleans e não avancei além da década de 20. Estou constantemente a avançar e a retroceder para ouvir coisas que surgiram nesses primeiros vinte anos do século. Ler atrasa ainda mais as coisas. Mas também não tenho marcado nenhum exame. Posso dar-me ao luxo de passar o tempo que quiser em cada época e de ouvir cada música como se todas as outras ainda não existissem. Ou antes devo? Às vezes acho que devo. Que só pode ser assim.

I'm Going Away To Wear You Off My Mind # 2

O que ando a tentar fazer, na falta de uma máquina do tempo, é dar aos ouvidos aquilo que mais nenhum sentido meu pode ter. O livros ajudam a arrumar a informação e os sons, que se foram e vão acumulando, e a visualizar os tempos, porque inserem os factos num contexto mais amplo. Mas sobretudo ajudam a encontrar a música, a desamarrotar os anos antigos, de forma a que eu consiga ver neles os meses, os dias, e, em especial, as noites. Se eu procurasse e ouvisse antologias, sobrevoaria tudo isso, sem nunca chegar a descer. Mas eu quero as vielas, as ruas de terra, o som do frio nas noites de inverno, o cheiro do pó e do suor durante o estio, os motores lentos de alguns, poucos, carros, a porta entreaberta de um sítio suspeito e mal iluminado, o ruído das vozes e da música, o cheiro e o fumo do tabaco, entrar, estar lá da forma mais intensa que a imaginação permita, e ouvir.

I'm Going Away To Wear You Off My Mind


King Oliver's Creole Jazz Band

húmus

a alcoviteira andarilha a luz nas telhas a noite dança alec soth alex maclean alexandra boulat alfredo cunha alice in chains allo allo andou prometeu a roubar fogo aos deuses para isto andré kertész andrew wyeth antibalas anywhen arizona amp and alternator armi e danny arthur dove as árvores aulas de CC bach bartleby beatles bergman bill evans bompovo brad mehldau brecht bunny suicides calexico camponesa camus carl sandburg carlos paredes carta topográfica de lisboa caspar david friedrich cassandra wilson cato salsa experience centenário do grande temporal centrifugação blogger charlie parker chico buarque christian schad christopher r. harris cig harvey coisas que ninguém diz e que toda a gente sabe dan nelken daniel blaufuks dave holland dave mckean decisions deus inventou o sexo diário de bordo ditty bops divas dostoievsky dr. jazz dylan thomas e. e. cummings el greco ella fitzgerald elvis e anita emil nolde enid blyton eugene smith eugénio de andrade evil genius fausto bordalo dias fenómenos paranormais francis bacon françois clouet fredrik marsh future bible heroes gaivota galiza garcía lorca geografia georges gonon-guillermas gilbert and george gógol e kureishi gonçalo m. tavares góngora HAL hans baldung grien hans cranach henrik ibsen hopper horas da ciência howe gelb hp5 húmus hyeyoung kim i'm going away to wear you off my mind ironia natalícia jan van eyck jason moran jerry lodriguss jesus na comida jornal do insólito josé barata moura josé carlos fernandes josé gomes ferreira josé mário branco josé tolentino mendonça Kafka sumiu keith jarrett keith johnson ken rosenthal king oliver's creole jazz band laura veirs lei bloguística leitura de sobrevivência león ferrari lewis carroll load "" louis jordan madrid maelesskircher manuel alvarez bravo maria schneider mario abbatepaolo martin parr matéria-prima mau feitio mauro fiorese michael brecker micheliny verunschk miguel rio branco miles davis mirah missy gaido allen momento fantástico do bicho escala estantes monk movimento televisão sem som neil gaiman nick brandt nietzsche noronha da costa o aforismo o piano de tom jobim o sono e os sonhos o'neill orquestra vegetal de viena os cavaleiros camponeses no ano 1000 no lago de paladru pão com manteiga pat metheny patience and prudence paul strand pedro salinas peggy washburn pentti sammallahti philip larkin philippe halsman piero de la francesca ponce de léon post de gaja preisner pronto-a-vestir quadrado fi Quadros que roubaria no Thyssen quino R.E.M. raïssa venables regina guimarães robert doisneau ruben a. rui knopfli ruy belo ruysdael sarastro schuiten e peeters sequoia sempervirens sérgio godinho shampoo casulo shannon wright sidney bechet simone de beauvoir sophia andresen soviet group stieglitz t.s.eliot tagsmustbedestroyed tennessee williams terry blaine the 1913 armory show tom chambers trem azul trepadeira universos múltiplos valerio magrelli velásquéz você é um idiota winslow homer xavier seoane yes prime minister yousuf karsh zeca zurbaran

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