31.3.06

Inabitável, a terra áspera


Ando cativa do deserto do Namib. Vi uma fotografia de Eric Robert, acho que aérea, mas tirada a uma altitude relativamente baixa, numa Grande Reportagem de 1992. A fotografia – inserida numa reportagem de várias páginas sobre a febre dos diamantes na Namíbia, no início do século XX, e as aventuras dos exploradores no deserto – mostra uma vasta extensão de dunas e depois, de repente, o mar. Quando, no início do mês, reorganizei a biblioteca, dei-me ao trabalho de reler os índices de 12 anos de GRs em busca de reportagens sobre o Saara; entretanto, acabei por pôr também de lado as revistas que versavam sobre outros desertos e na rede, ou melhor, na peneira ficou a Namíbia. Li a reportagem, deixei-me olhar para a fotografia o tempo que me apeteceu, li a caixa sobre a Costa do Esqueletos, vi outra vez a fotografia e fechei a revista. Fui ler outros números, passaram-se dias, passou-se, em rigor, um mês inteiro, o monte de GRs antigas e arenosas ficou em sossego, abri livros outra vez citadinos, outra vez com paredes, compreendi que regressarei inevitavelmente ao Saara, pensei que preciso regressar a Cuba, oscilei entre esses e mais meia dúzia de destinos, fui feliz na indecisão e na distância, esqueci-me depois do que estava longe, até que, há três ou quatro dias, ao adormecer, comecei a lembrar-me, sem querer, da fotografia do deserto do Namib. Ser-se perseguido por uma fotografia é um estado de graça num tempo em que há milhões de fotografias à disposição a cada instante, por isso, quando voltei a abrir a revista para tentar perceber porque razão a imagem se tem insinuado, senti que aquele era um gesto de sorte. A fotografia oprime-me e, todavia, acho que nunca vi nada tão desejável. E o que mais me incomoda e o que mais me seduz, compreendi-o ao fim de um bom bocado a olhá-la, não se vê: entre o mar e o deserto não existe uma faixa de areia que me faça pensar ou reconhecer ou imaginar uma praia.

A Terra é um lugar estranho, é um lugar tão estranho como um planeta qualquer a trezentos mil anos-luz de distância. Gostaria de me lembrar disto mais vezes.


28.3.06

Coisas que ninguém diz e que toda a gente sabe # 11


As árvores são da cor do sol
.
Esses livros adoráveis


Andam a falar da Enid Blyton e d'Os Cinco. Pronto, li os blogs, pensei nisso, mas agora é que entrei em modo memória. Quando eu era miúda a minha mãe, que pretendia que eu passasse a ler livros com poucas ilustrações, também ocasionais e secundárias, levou-me um dia à livraria e comprou-me o primeiro volume d'Os Cinco, que se chamava «Os Cinco na Ilha do tesouro».

Encontrei a capa. Calma, que é linda:



Esta capa é especialmente emocionante visto que – e dou-me conta disso agora – nela está de alguma forma gravada a intensidade da expectativa que senti quando a vi, só comparável ao prazer de leitura que se seguiu. Se eu quiser, lembro-me do cheiro deste primeiro livro. Também li os outros. Não os tive todos ao mesmo tempo. Havia, por vezes, quando eu tinha tempo e podia ser, o ritual de ir com os meus pais a uma livraria para comprar mais um, não quando o último se estava a acabar, mas quando já estava acabado. O que tornava o ritual ainda mais apetecível dado eu já precisar muito de outro.

Acabados os 21 volumes, tentei Os Sete e detestei, pelo que passei à colecção d' As Gémeas no Colégio de Santa Clara. Só seis volumes. E no mesmo Verão a colecção do Colégio das Quatro Torres. Outros meros seis volumes. Entretanto eu era um ano mais velha e quando estávamos em casa da minha avó, no Norte, deixavam-me ir pela rua, sozinha, à livraria que ficava, fica ainda, na mesma rua, buscar mais um. Eu animava-me toda ao entrar nessa livraria, havia um ou dois degraus depois da porta de entrada, e cada passo meu me soava a livro-novo-dentro-de-momentos.

Acabadas estas colecções, tentei um sucedâneo português d'Os Cinco e odiei. Mas foi também uma experiência nova, senti-me defraudada, achei que não era justo usar-se o bom nome d'Os Cinco para vender uma coisa tão má. A rejeição foi tão absoluta que deixei a meio esse livro.

O meu volume preferido d'Os Cinco:




Ainda sinto uns arrepios, agora. Lembro-me de um acampamento à beira de um lago de águas negras que, por força da descrição, eu sentia muito quietas e muito frias. Li o livro todo a sentir frio e nunca o frio foi tão bom. E se penso nisso, a estranha quietude que por vezes as árvores assumem, fora dos livros, foi-me dada a conhecer na descrição das águas desse lago e da forma como o barco dos Cinco deslizava sobre elas. É impressionante como isto anda tudo ligado.

O que eu achava sempre mais ou menos inexplicável era que os miúdos, nas capas, fossem por vezes diferentes. Percebia que eram só capas e aberto um livro voltava a imaginá-los iguais ao volume anterior – mas mais crescidos –, mas no íntimo achava que aquilo não estava bem. Quanto à série televisiva, vi alguns episódios, mas de longe os livros continham mais e maiores prazeres a cada momento e antes de cada momento. Definitivamente, os Cinco eram para ler, não para ver.

Depois os autores diversificaram-se e eu cresci, ler continua a ser bom, mas às vezes sinto falta da sensação inicial de estar de férias, não ter quaisquer responsabilidades e sentir-me desaparecer dentro das histórias, enquanto tudo à minha volta também desaparece. Às vezes a noite caía e eu só me dava conta quando os olhos começavam a doer. Isso acontece agora, também, durante a leitura. Mas na infância a única coisa que eu tinha de fazer era acender a luz. Ou, melhor ainda, ouvia ao longe a voz do meu pai, que na verdade até estava perto, Então estás a ler às escuras? Ai esses olhos!, e ele acendia a luz. O livro continuava. Agora, quando a noite chega, acendo a luz, fecho o livro, penso no jantar e o dia seguinte é dia de trabalho. Não está de todo mal, mas está menos bem.

É por causa disso que eu às vezes tiro férias por dá cá aquela palha, férias que ninguém compreende, só eu. Fecho-me em casa, abro livros e desapareço - uma ilusão que começou com Os Cinco.





Edit: Entretanto, o João enviou-me uma prenda:




São fotografias da primeira edição inglesa do volume 14, intitulado "Five Have Plenty of Fun", de 1955, que o João comprou no alfarrabista mecânico. Em Portugal o mesmo volume chama-se "Os Cinco e os Raptores"... está tudo linkado no número catorze. Ontem tinha dito ao João que já não me lembrava desta aventura mas o resumo, no site Mistério Juvenil, deu-me um empurrão. É um livro que se passa num grande e sinistro castelo de paredes muito grossas, castelo esse que é rodeado por um pântano ou outra espécie de área de transposição difícil. Há muito nevoeiro, nessa história, e um cheiro desagradável a lodo. Se é mesmo o que estou a pensar essa aventura com os raptores foi uma das mais ricas em passagens secretas, túneis e escadas a subir e a descer por dentro de paredes.

23.3.06

Outra casa

Todos os anos, nesta altura, em algum momento, o ar da minha casa altera-se. Abro uma porta e fico quieta a respirar com cuidado. Depois vou à janela confirmar que os lódãos têm folhas novas. Não são ainda muitas, a distribuição pelas árvores não é ainda uniforme nem harmoniosa. Mas a casa transfigura-se e eu mudo-me: durante as próximas semanas, cada minuto será vivido na evidência da respiração da terra.

camponesa pragmática

19.3.06

O último dia do Inverno




Do som sem mácula

Tenho ouvido menos música. Uma mistura de sons na memória, que se instalou com o vento, obriga-me à quietude. Não tenho encontrado música que me apeteça mais que ficar parada a lembrar-me de todos os sons possíveis num oceano abandonado. Não são muitos, não são muito variados – são, todavia, sons essencialmente limpos, e isso é uma novidade, um terceiro estado elementar do som a par da música e do silêncio. Também esta memória, mais que um exercício de raciocínio, me é imposta pelo corpo.

Do que me lembro de forma voluntária é do poema de Arthur Dove:

«A way to look at things

We have not yet made shoes that fit like sand.
Not clothes that fits like water,
Nor thoughts that fit like air.
There is much to be done –
Works of nature are abstract,
They do not lean on other things for meaning.
The sea-gull is not like the sea,
Nor the sun like the moon,
The sun draws water from the sea,
The clouds are not like either one –
They do not keep one form forever.
That the mountainside looks like a face is accidental.»

No ano passado encontrei este poema na exposição "Alfred Stieglitz y su círculo", no Reina Sofia. Estava exposto, em castelhano, numa parede. O catálogo da exposição, completíssimo, ignorava-o – era essa a única ausência. Tentei imaginar alguns versos em inglês, procurei-o na internet, encontrei-o, postei-o no blog para o guardar. Pareceu-me importante saber onde encontrá-lo, onde lê-lo quando fizesse mais sentido.

13.3.06

Largo


© Carola Clift


Passo a tarde a perseguir o sol com a mesa da biblioteca. Estou às avessas com o computador. Há muito vento, se me sento quieta em frente ao sol há muito vento, mas sinto-o melhor (circula entre os meus braços) ao fim do dia, e custa-me aceitar a existência de um diário dependente da electricidade, cores e sons dependentes de códigos.

Trata-se de uma negação do corpo, implacável como uma certeza – sei de onde vem, embora a compreenda pouco. Não digo que não sei como resolver isto – e não sei – porque gosto disto – e não quero.

Não dou por encerrado o blog porque a impossibilidade lógica de postar que se seguiria tornaria irresistível postar – a incoerência exerce sobre mim poderosa atracção. Continuo. Mas tenho mais que fazer: ir, entre posts, até onde as pessoas, vistas daqui, parecem fósforos.

10.3.06

«In my work I photograph people who have a deep felt sense of tradition. For one year, beginning in the Autumn of 1999, I lived in the village Sârbi in Maramures, Romania. My research revealed this region to be unique amongst the former Soviet Bloc for the way it had preserved its way of life. A few valleys in Maramures escaped collectivized farming because of poor soil and hilly landscape. In the post cold-war period, preservation continues as modernity is slow to advance into these valleys of northern Romania.

But nothing will stand still forever. While the older generation still don winter footwear that pre-date the Romans, the younger generation flock to market to buy shoes bearing that ubiquitous swoosh of western manufacture.

My purpose is to capture and convey images of their way of life before it becomes further compromised by globalization. In our modern world, we often feel we have “lost” something important, something precious. Though they do not know it now, these peasants are losing their customs in the same way our forebears lost theirs. They do not see themselves as beautiful or special, because they feel poor and ordinary. But I hope to show they embody beauty because of the way they have spent their days walking paths trodden by their grandparents. Because of the way their lives have become well worn like an old wooden spoon.
» - Kathleen Laraia McLaughlin


Shades of Romania © Kathleen Laraia McLaughlin

Site: http://www.klmphoto.com/

9.3.06

Não dizemos a morte do músico nem a do poeta. Não fechamos entre parênteses os anos do nascimento e da morte, nem celebramos centenários. Não cunhamos medalhas, não fazemos estátuas, não abrimos túmulos, não erguemos altares. Às vezes há aniversários. As pessoas de quem gostamos fazem então 40, 83, 109, 200 ou mais anos, podendo algumas viver, como no santo livro, até aos 900 e tal. Nos outros dias continuamos.




© Kathleen Laraia McLaughlin
"e se uma lebre vos perguntasse qual era a vossa canção preferida
do tio Tom, qual seria a vossa resposta?"


8.3.06

Nómadas e instalações de versos

Há as hesitações, o não saber. E há os poemas onde vivemos antes, depois, e entretanto - entretanto é o melhor tempo para continuar a viver nos poemas. E acho que é o melhor tempo para os revisitar. Esta manhã li alguns, todos de Dylan Thomas. Agora trago um enrolado à volta do pescoço, não quer sair.

The force that through the green fuse drives the flower
Drives my green age; that blasts the roots of trees
Is my destroyer.
And I am dumb to tell the crooked rose
My youth is bent by the same wintry fever.

The force that drives the water through the rocks
Drives my red blood; that dries the mouthing streams
Turns mine to wax.
And I am dumb to mouth unto my veins
How at the mountain spring the same mouth sucks.

The hand that whirls the water in the pool
Stirs the quicksand; that ropes the blowing wind
Hauls my shroud sail.
And I am dumb to tell the hanging man
How of my clay is made the hangman's lime.

The lips of time leech to the fountain head;
Love drips and gathers, but the fallen blood
Shall calm her sores.
And I am dumb to tell a weather's wind
How time has ticked a heaven round the stars.

And I am dumb to tell the lover's tomb
How at my sheet goes the same crooked worm.

[notas mais ou menos a despropósito: uma, hoje no Poemário da Assírio é dia de Al-Mu’Tamid; duas, hoje é o dia das gaijas \o/; três, hoje também é dia de ir buscar slides novos; quatro, http://www.undermilkwood.net]

7.3.06








Dias muito citadinos. Dias pequenos. Casas a mais, ruas a mais. Não consigo encontrar espaço dentro dos dias. Nem sequer na diagonal. É lixada a memória do corpo, a memória do tacto. Consciência maior do céu e dos movimentos do ar, ainda assim - gosto. Cheiros a mais. Também há um silêncio dos cheiros, é quase absoluto, eu não sabia - é largo, antigo, granuloso. Não é que esteja muito preocupada com isso, mas não sei o que fazer a este espaço todo dentro dos olhos.











Já o peixe, que é outra história, veio daqui.
Democracy

I am a democrat in so far as I love the free sun in men
and an aristocrat in so far as I detest narrow-gutted, possessive persons.

I love the sun in any man
when I see it between his brows
clear, and fearless, even if tiny.

But when I see these grey successful men
so hideous and corpse-like, utterly sunless,
like gross successful slaves mechanically waddling,
then I am more than radical, I want to work a guillotine.

And when I see working men
pale and mean and insect-like, scuttling along
and living like lice, on poor money
and never looking up,
Then I wish, like Tiberius, the multitude had only one head
so that I could lop it off.

I feel that when people have gone utterly sunless
they shouldn't exist.

D.H.Lawrence
Os Animais Evangélicos e outros poemas
Relógio d'Água, 1994 - p.206

4.3.06



Agora estudo a lista esfacelada
dos arranhões do verão de ardósia, pus
a nu a língua de sílex e ar, camada
de escuridão e outra de luz;
e quero pôr os dedos do caminho
pedregoso da antiga canção
como na chaga; da água e do sílice,
do anel e do ferro fazendo a junção.

Óssip Mandelstam > Fogo Errante
Trad. Nina Guerra e Filipe Guerra
Relógio d'Água, 2001 - p.49
Isto não é o que parece



Louis Armstrong e Billy Holiday, 1946 - daqui)

3.3.06

Em reconstrução #2


Este blog parece-me irreal e não consigo habituar-me ao teclado. Não fosse a música, acho que me desligava. Hoje e ontem, pelo menos. Arrumo a biblioteca e o escritório: como é que se acumula tanto papel e tanta tralha acessória? Clips, elásticos, arames, canetas, postais, desdobráveis, bolachas. Sim, bolachas: atrás das colunas do pc havia bolachas. Encontrei, nas arrumações, um livro que nunca li. Tem estado misturado com livros parvos que me oferecem certas e determinadas pessoas para gozarem comigo (o diário da irmã Lúcia, poemas e pensamentos da Cyombra, profecias celestinas, etc). Esse livro chama-se "Por tierras de la mora encantada", subtítulo "El arte islámico en Portugal" e faz parte de uma colecção maior sobre a arte islâmica no Mediterrâneo. Há uma referência na net. Assim que a biblioteca estiver orientada, atiro-me a ele. Não é que me apeteça muito arrumar, é que, de facto, quando os livros começam a estar demasiado misturados deixo de saber o que há e onde. Agora vou ali tapar um interruptor da biblioteca com uma estante e ganhar uma parede para ver slides. Diapositivos, para os puritanos. Ou frutos-de-meia, para os mais íntimos.

1.3.06



Beethoven > Symphony No.7 in A Major, Op. 92 - II. Allegretto








Não sei dizer porquê. Desde miúda, em mim, o que no mundo é mundo, largo de espanto e de liberdade, está irremediavelmente ligado a Beethoven. Quando era adolescente, na época das crises existenciais e afins, se me acontecia a dor, depois do pensamento e da quietude obsessivos, depois do silêncio, quando achava que era tempo de renascer, ouvia-o. Antes e depois disso, sempre, se os dias me afastam desse espanto e dessa liberdade essenciais, volto a ouvi-lo. Quando me esqueço de me apaixonar, ouço-o. Ouço-o quando me sinto estrangeira, para reencontrar uma casa e uma pátria. Ouço-o quando descubro e quando agradeço. Também não sei dizer se é bom ou se é mau, isto. É meu e pronto. Estive no fundo do mar, no fundo do tempo. Tudo está quieto, nada está quieto. Mudo, mas regresso. Por isso hoje há Beethoven, que é mais que música.























A LIBERDADE

Ela chegou por essa linha branca, tanto podendo significar o início da alvorada como a vela do crepúsculo.
Passou as praias maquinais, passou os cumes esventrados.
Terminavam a renúncia com rosto covarde, a santidade da mentira, o álcool do algoz.
O seu verbo não foi um cego aríete, mas uma tela onde se inscreveu o meu sopro.
Com um passo que somente se poderia desorientar atrás da ausência, ela chegou, cisne sobre ferida, por essa linha branca.

René Char > Sós permanecem (1938-1944) > FUROR E MISTÉRIO
Trad. Margarida Vale de Gato > Relógio d'Água, 2000

27.2.06






Bill Viola © unspoken (silver and gold) 2001




Far Within Us #7

Toothed eyes fly
Over still waters

Around us purple lips
Flutter from branches

Screams hit the blue
And fall onto pillows

Our homes hide
Behind narrow backs

Hands clutch at
Flimsy clouds

Our veins roll turbid
Bed and tables

Of shattered bones
Noon has fallen into our hands

And turned all gloomy

An open grave on the face of the earth
On your face on my face

Vasko Popa
Trad. Anne Pennington

húmus

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