16.6.06
Perguntas freaks
14.6.06
As nuvens rasgaram-se todas ao mesmo tempo
As tílias escureceram, mas continuam a ser as árvores com os verdes mais variados e inquietos e aquelas em que é maior a diferença entre o que se vê fora e o que se vê dentro da árvore.
31.5.06
Being for the benefit of Mr. Kite
(editado para tirar o mp3 e deixar o vídeo com o mesmo tema)
Hoje cheguei a casa com o início de Lucy in the Sky em loop, na memória. Fui buscar o disco e depressa me dei conta que não era bem nessa cantiga que se condensava qualquer coisa que hoje me persegue, exuberância, alegria ou assim. Era em Mr. Kite. E lembrei-me que o podia deixar a tomar conta do blog. Curiosamente, há minutos, ao ler sobre o "Sgt. Pepper's...", apercebi-me que amanhã se cumprem os 39 anos do lançamento. O que faz deste post quase uma efeméride. É tudo.
28.4.06
26.4.06
Isto

é muito bonito.
E não é só Red River Valley - pois, pois, consegui avançar e ouvir o
Aliás, nada se parece com esse tema.
Dois dias de habituação depois,
ou, especialmente, as últimas horas de hoje:
24.4.06
20.4.06
Em miúda via muito um slide com um campo cheio delas. Era parecido com isto:
18.4.06
Ofereci ao meu pai um álbum de fotografia da arquitectura da paisagem de Alex MacLean. Paisagens naturais e urbanas vistas do céu.

© Alex MacLean
Há paisagens que são só grandiosas e bonitas e não ficam a dever nada a ninguém por causa disso – fiquei com um fraquinho sério por Massachusetts. As fotografias das cidades, com estradas e bairros em construção, são interessantíssimas. Além das paisagens naturais e das fotografias de planeamento, há ainda, vistos do céu, lixo e poluição, destruição e abandono. Umas dizem logo o que são, outras pedem ginástica de olhos e memória.

© Alex MacLean
A internet aqui é um factor de pobreza: serve para ilustrar, mas não serve para ver. Estas são fotografias para ver num livro aberto, por baixo de boa luz, com o auxílio de uma lupa tradicional, para pormenores, caso se revele necessário.

© Alex MacLean
12.4.06
Una serie de poetas y pintores, con una postura abiertamente radical, apostaron entonces por un lenguaje totalmente innovador con el que querían abrir el camino a un mundo nuevo. La vida artística rusa se llenó de exposiciones programáticas, encendidos manifiestos y declaraciones teóricas, al tiempo que se sucedían numerosos movimientos de vanguardia, algunos derivados de las influencias foráneas, como el cubofuturismo o el rayonismo, y otros genuinos de la nueva Rusia revolucionaria, como el suprematismo o el constructivismo.
La exposición se propone ofrecer una visión sintética de este periodo y abarca una amplia selección de obras y manifestaciones artísticas de naturaleza heterogénea y diversa, desde la pintura y la escultura, hasta la fotografía, el diseño gráfico y las artes aplicadas. El arco cronológico que abarca se sitúa entre 1907 y 1935, y está organizada a través de cinco secciones diferenciadas.»
11.4.06
6.4.06

foto daqui
Já agora aproveito para linkar o vídeo de Natal da McCann. Há amor nos corações. Fica sempre bem.
5.4.06
31.3.06
A Terra é um lugar estranho, é um lugar tão estranho como um planeta qualquer a trezentos mil anos-luz de distância. Gostaria de me lembrar disto mais vezes.

28.3.06
Encontrei a capa. Calma, que é linda:

Acabados os 21 volumes, tentei Os Sete e detestei, pelo que passei à colecção d' As Gémeas no Colégio de Santa Clara. Só seis volumes. E no mesmo Verão a colecção do Colégio das Quatro Torres. Outros meros seis volumes. Entretanto eu era um ano mais velha e quando estávamos em casa da minha avó, no Norte, deixavam-me ir pela rua, sozinha, à livraria que ficava, fica ainda, na mesma rua, buscar mais um. Eu animava-me toda ao entrar nessa livraria, havia um ou dois degraus depois da porta de entrada, e cada passo meu me soava a livro-novo-dentro-de-momentos.
Acabadas estas colecções, tentei um sucedâneo português d'Os Cinco e odiei. Mas foi também uma experiência nova, senti-me defraudada, achei que não era justo usar-se o bom nome d'Os Cinco para vender uma coisa tão má. A rejeição foi tão absoluta que deixei a meio esse livro.
O meu volume preferido d'Os Cinco:

O que eu achava sempre mais ou menos inexplicável era que os miúdos, nas capas, fossem por vezes diferentes. Percebia que eram só capas e aberto um livro voltava a imaginá-los iguais ao volume anterior – mas mais crescidos –, mas no íntimo achava que aquilo não estava bem. Quanto à série televisiva, vi alguns episódios, mas de longe os livros continham mais e maiores prazeres a cada momento e antes de cada momento. Definitivamente, os Cinco eram para ler, não para ver.

23.3.06
19.3.06
Tenho ouvido menos música. Uma mistura de sons na memória, que se instalou com o vento, obriga-me à quietude. Não tenho encontrado música que me apeteça mais que ficar parada a lembrar-me de todos os sons possíveis num oceano abandonado. Não são muitos, não são muito variados – são, todavia, sons essencialmente limpos, e isso é uma novidade, um terceiro estado elementar do som a par da música e do silêncio. Também esta memória, mais que um exercício de raciocínio, me é imposta pelo corpo.
Do que me lembro de forma voluntária é do poema de Arthur Dove:
«A way to look at things
We have not yet made shoes that fit like sand.
Not clothes that fits like water,
Nor thoughts that fit like air.
There is much to be done –
Works of nature are abstract,
They do not lean on other things for meaning.
The sea-gull is not like the sea,
Nor the sun like the moon,
The sun draws water from the sea,
The clouds are not like either one –
They do not keep one form forever.
That the mountainside looks like a face is accidental.»
No ano passado encontrei este poema na exposição "Alfred Stieglitz y su círculo", no Reina Sofia. Estava exposto, em castelhano, numa parede. O catálogo da exposição, completíssimo, ignorava-o – era essa a única ausência. Tentei imaginar alguns versos em inglês, procurei-o na internet, encontrei-o, postei-o no blog para o guardar. Pareceu-me importante saber onde encontrá-lo, onde lê-lo quando fizesse mais sentido.
13.3.06
Trata-se de uma negação do corpo, implacável como uma certeza – sei de onde vem, embora a compreenda pouco. Não digo que não sei como resolver isto – e não sei – porque gosto disto – e não quero.
Não dou por encerrado o blog porque a impossibilidade lógica de postar que se seguiria tornaria irresistível postar – a incoerência exerce sobre mim poderosa atracção. Continuo. Mas tenho mais que fazer: ir, entre posts, até onde as pessoas, vistas daqui, parecem fósforos.








